
Março é o mês da mulher, com a celebração em 8 de março do Dia Internacional das Mulheres. Apesar disso, as companheiras ainda têm pouco o que comemorar.
Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), a presença feminina em espaços de poder, como a Câmara dos Deputados, Senado, Assembleias Legislativas e governos estaduais é bem baixa se comparado com a participação masculina. Na última eleição, em outubro de 2022, apenas 302 mulheres se elegeram, enquanto 1.394 homens foram eleitos.
Além disso, as mulheres também sofrem com a participação no mercado de trabalho. Do total da força de trabalho no Brasil, de acordo com a Pnad-Contínua, do IBGE, apenas 44% eram mulheres no terceiro trimestre de 2022. Ou seja, do total, 44% das pessoas que estavam trabalhando eram mulheres.
Já sobre o total de pessoas fora da força de trabalho, 64,5% são mulheres. Como se não bastasse, aquelas que estão inseridas no mercado ainda se submetem a receber menos para desempenhar a mesma função que os homens. Em média, o salário das mulheres chega a R$ 2.305, enquanto os homens recebem em média R$ 2.909.
Violência contra a mulher
Não bastasse todo o drama vivido pelas mulheres, com a falta de representação política e a diferença gritante no mercado de trabalho, seja com a ocupação, a desocupação ou simplesmente o salário menor, a mulher ainda tem que conviver com um velho fantasma herdado de uma sociedade machista: a violência.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher foi assassinada a cada seis horas apenas no primeiro semestre de 2022. No total, 699 mulheres foram vítimas de violência doméstica, o denominado feminicídio.
Como é possível mudar?
O boletim especial do Dieese ressalta que os últimos anos foram de retrocessos no país, devido à falta de investimentos e políticas capazes de garantir emprego, saúde e até mesmo a vida das mulheres. Por conta disso, o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária parece ter ficado mais longo.
A entidade sugere que, para combater estas mazelas, o Brasil precisa crescer e gerar renda e emprego de qualidade, ao mesmo tempo em que enfrenta as desigualdades de gênero, raça/cor e que as mulheres tenham mais voz na sociedade, nas relações sindicais e também na política.
Leia
Clique aqui e acesse o boletim especial do Dia da Mulher, elaborado pelo Dieese.
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